Por: JOSMAR JOZINO Fonte: AGORA
Policial militar observa agência do banco Itaú que teve seis caixas eletrônicos explodidos ontem, na capitalFoto de Reprodução
Ladrões roubaram coletivo em frente a agência do Itaú, na zona oeste, e bloquearam via impedindo perseguição da PM Grupo conseguiu fugir com dinheiro de quatro caixas eletrônicos de agência no Jardim São Jorge; houve tiroteio
Um grupo de dez a 15 ladrões armados com metralhadora, pistolas e revólveres explodiu seis caixas eletrônicos do banco Itaú, no Jardim São Jorge, zona oeste de São Paulo, na madrugada de ontem.
Para evitar uma perseguição policial, o bando roubou um ônibus e colocou o veículo atravessado na rua, depois de render um motorista, um cobrador e um manobrista de uma empresa de transporte.
O motorista Rosenildo Moreira da Silva, 43, passava com seu Gol pela rua do banco, por volta das 2h45, e também foi dominado pelos ladrões. Um deles advertiu: "Tampa os ouvidos porque vamos explodir tudo".
Policiais militares que faziam o patrulhamento no bairro foram ao local após ouvirem a explosão. Houve tiroteio e os funcionários da empresa de transporte ficaram no meio do fogo cruzado.
Ninguém se feriu.
A explosão e a troca de tiros acordaram os moradores vizinhos da agência do Itaú. "Parecia que tinham explodido a rua inteira", diz o conferente Ademilson Santos da Silva, 31.
Os criminosos conseguiram fugir levando o dinheiro de quatro caixas eletrônicos. Cada máquina pode conter de R$ 70 mil a R$ 100 mil.
Até a conclusão desta edição, o banco não havia informado à polícia o valor roubado e as fitas com imagens das câmeras de vigilância não tinham sido apresentadas.
COMBATE
Para o ex-secretário Nacional de Segurança Pública José Vicente da Silva Filho, o ataque de ontem preocupa, pois geralmente esse tipo de crime não envolve reféns.
Segundo ele, normalmente, os ataques ocorrem durante a madrugada, em áreas afastadas do centro da cidade, e precisam de uma resposta rápida da polícia.
"Os crimes nas grandes cidades podem mudar rapidamente, por isso precisam ser combatidos assim que ‘entram na moda‘", afirma. |
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