COPA DO MUNDO

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Consórcio concluiu até agora apenas a fundação do terminal de passageiros (Fonte: Reprodução/Veja)
Atraso

Aeroporto da Copa não tem um tijolo sequer

Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante, nas imediações de Natal, ainda não tem um único pilar erguido

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Em tempos de preparação para a Copa do Mundo de 2014, cresce a preocupação em relação às obras de reformas e construção de aeroportos para o megaevento esportivo a ser realizado no Brasil.
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A preocupação gira em torno do risco de as reformas de algumas das principais “portas de entrada” dos estrangeiros não ficarem prontas. Mas há casos ainda mais tensos. O aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante, nas imediações de Natal, por exemplo, ainda não tem um único pilar erguido.
A obra, que é 100% privada, está prevista para ser entregue em maio de 2014. Faltam apenas 19 meses, mas o projeto — idealizado em 1996 pela Infraero e pelo Exército — ainda está em estágio inicial, assim como grande parte do pacote de obras em Natal para a Copa do Mundo.
Desde 1996 a Infraero e o Exército vinham tentando levar a obra adiante, sem sucesso. Com a saturação do aeroporto Augusto Severo, em Parnamirim (RN), e a escolha de Natal como sede da Copa, o governo federal optou pela privatização do novo aeroporto. A obra agora está por conta do consórcio Inframérica.

Burocracia


Embora a Anac tenha emitido, em janeiro, uma “ordem de serviço” para o início das obras, o consórcio concluiu até agora apenas a fundação do terminal de passageiros, a limpeza do terreno e a terraplanagem. A pista já havia sido feita durante a gestão da Infraero.
Algumas questões burocráticas também vêm atrapalhando as obras, como a demora na assinatura do contrato e na liberação das licenças ambientais. Além disso, a Anac ainda não aprovou o projeto básico do aeroporto, e sem essa autorização a obra não pode ser realizada com a rapidez necessária. Além da demora do órgão, o consórcio também está devendo alguns documentos solicitados.
A demora na liberação de recursos do BNDES também tem sido um problema. Sem falar na inexistência de acesso adequado entre São Gonçalo do Amarante e Natal. Outra questão é a disputa judicial envolvendo a área do novo aeroporto, que foi desapropriada em 1996 pelo governo estadual por se tratar de “terra improdutiva”.

Romário: “Se continuar assim, Copa será uma m...”

Deputado federal publicou um texto na sua conta do Facebook criticando visita da Fifa ao Brasil

iG São Paulo 17/03/2012 20:29

Texto:

Foto: Futura PressAmpliar
Romário não foi convidado para almoço de deputados com Blatter
O deputado federal Romário (PSB-RJ) resolver atacar novamente. Um dia depois da reunião entre Dilma Rousseff e Joseph Blatter, número 1 da Fifa, em Brasília, o ex-jogador criticou a visita do dirigente ao país. Mais, o “Baixinho” contestou as declarações dadas após o encontro de que o Mundial será o maior de todos os tempos.

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“Se continuar acontecendo coisas erradas e estranhas como esse encontro do Blatter com pessoas que não são ligadas a Lei Geral da Copa, ela será uma merda. E o governo federal está enganado o povo. E a presidente Dilma está sendo enganada ou se deixando enganar”, escreveu Romário.

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O deputado federal reclamou que nenhum parlamentar esteve presente na reunião no Palácio do Planalto, nesta sexta-feira. “O presidente da comissão da Lei Geral da Copa, Renan Filho, não estava lá. O relator da Lei da Copa, Vicente Cândido, também não. O presidente da Casa onde será votada a lei, Marco Maia, também não estava presente. E muitos outros que tem muito a ver com a Lei Geral da Copa, não estavam presentes”, disse.

Após a reunião, Blatter esteve na casa do presidente da Câmara de Deputados, Marco Maia, onde comeu um churrasco. Vicente Cândido (PT-SP) esteve no almoço, mas o ex-jogador não foi convidado.

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Romário afirmou ainda que a tendência é que as coisas piorem com o tempo. Segundo ele, quando faltar um ano e meio para o início do Mundial. “O governo deixará que aconteçam as obras emergenciais, as que não precisam de licitações. Ai vai acontecer o maior roubo da história do Brasil”, concluiu.

Após recuo, governo diz que Lula deu garantia para álcool na Copa

Ministro do Esporte afirmou que o Governo Federal manterá o compromisso com a Fifa de permitir venda de cerveja nos estádios

iG São Paulo 15/03/2012 14:24

Texto:
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, afirmou que o governo do Brasil irá liberar a venda de bebidas alcoólicas nos estádios da Copa do Mundo de 2014. A declaração do ministro desmente a informação,divulgada na quarta-feira por deputados da base aliada do Governo Federal, de que a questão foi excluída da Lei Geral da Copa, a ser votada na próxima semana pelo plenário da Câmara dos Deputados. Em nota, o ministério do Esporte afirmou que em documento assinado pelo então presidente da República Lula, em 2007, o Brasil se comprometeu a liberar o comércio de cerveja nos estádios na Copa das Confederações de 2013 e na Copa de 2014.

Foto: Agência Brasil
Aldo Rebelo, ministro do Esporte, está disposto a liberar bebida nos estádios da Copa 2014
"O Ministério do Esporte esclarece que entre as garantias que o governo brasileiro assumiu com a FIFA, em 2007, está a que assegura a venda de bebidas alcoólicas nos estádios que sediarão jogos da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014”, disse o ministério do Esporte. “Essa garantia foi ratificada em 15 de junho de 2007 pelo presidente da República à época, Luiz Inácio Lula da Silva”, completou o texto.

No documento assinado pelo então presidente em 2007, o Brasil assegurou à FIFA que “não existem nem existirão restrições legais ou proibições sobre a venda, publicidade ou distribuição de produtos das afiliadas comerciais, inclusive alimentos e bebidas, nos estádios ou em outros locais durante as competições”.
O tema divide os deputados e tornou-se ainda mais delicado com a situação política que vive o governo, que está crise com a base aliada e trocou, no início dessa semana, seus líderes tanto na Câmara quanto no Senado. Até por isso, a votação tem sido adiada.
Nesta quarta-feira, o líder do PT-SP, deputado Jilmar Tatto, disse que o governo brasileiro não assumiu compromisso com a Fifa de liberar as bebidas. “Compete aos deputados decidir sobre o assunto”, disse o parlamentar. O iG apurou que o deputado foi orientado a falar isso pela Casa Civil, que enviou uma mensagem aos parlamentares da base governista informando que eles não precisavam mais defender a liberação da venda de bebidas. Nesta quinta-feira, entretanto, o governo voltou atrás na posição.
A Fifa gostaria que a Lei Geral da Copa tivesse sido aprovada ainda no ano passado. O último prazo dado pela entidade era a entrada em vigor da lei até o final de março, o que tampouco deverá acontecer.

Foto: Agência BrasilAmpliar
Marco Maia, presidente da Câmara
O presidente da Câmara dos Deputados, , admitiu que há "uma grande confusão" nas negociações entre os parlamentares sobre a autorização da venda de cerveja nos estádios da Copa. "Há uma grande confusão", declarou Maia, dizendo que a venda de cerveja nos estádios, que é proibida por lei no país, é o ponto de maior conflito na Câmara dos Deputados.
O líder descartou que o atraso do debate parlamentar possa piorar ainda mais o clima com a Fifa, cujo presidente, Joseph Blatter, será recebido nesta sexta-feira pela chefe de Estado, Dilma Rousseff. Maia também ressaltou que os deputados votarão "de forma independente", em função do debate realizado no Congresso de todas as questões relativas à Copa.
"Se não for incluída no texto a liberação expressa da venda de bebidas, os entes federados (os estados) poderão fazer negociações próprias para definir no âmbito estadual se haverá ou não a venda", indicou o chefe da bancada governista na Câmara, Arlindo Chinaglia.

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